Ortodoxia Siríaca para todos

O Cerco de Jericó e o Shofar

21/09/2014 06:06


    A Expressão Litúrgica da Fé da Igreja:
    A liturgia é, sem dúvida, a forma mais importante em que a Igreja exprime a sua fé. Aqui
a Igreja vive com força total e em sua forma mais pura. A Igreja celebra os mistérios e manifesta
a sua fé com esta celebração. Esta é a razão pela qual as diferentes Igrejas particulares são
caracterizadas principalmente por suas liturgias. Embora a liturgia é a expressão culminante da
fé, há outras expressões de fé, como a teologia, a espiritualidade e a disciplina que todos juntos
constituem a Igreja Individual.

    A Principal Fonte de Vida Cristã:
    Para os Sírios, bem como para todos os Orientais, a liturgia é a principal fonte de vida
Cristã. Toda a vida de piedade dos fiéis orientais é centrada na sua liturgia. Eles não têm muitos
exercícios piedosos como os Cristãos da Igreja Ocidental. Sua vida de oração é vivida nas e
através das celebrações litúrgicas. Qualquer perspectiva litúrgica autêntica está tão
profundamente entrelaçada com a vida devocional dos Sírios que se sentem pessoalmente e
socialmente envolvidos em ações litúrgicas. Eles podem não serem capazes sempre de descrever
e expressar a sua participação de forma reflexiva; eles preferem viver existencialmente. Assim, a
liturgia é tão fundamental, tão co-extensiva à espiritualidade, à teologia e da vida autêntica da
Igreja. É como uma coesa realidade dinâmica que, para mudar a Liturgia seria quase o mesmo
que mudar a Igreja. Se entendida bem na perspectiva espiritual esse ponto de vista é realmente
tão grande como frutífera. No entanto, também poderia se prender a ritualismo, sentimentalismo
e juridicidade, tornando a Igreja uma simples comunidade de culto.

    A questão é preenchida com o Espírito Santo:
    Para os Sírios, tudo é mistério no âmbito da fé. Após a Encarnação de Cristo, as
cerimônias e ritos da Igreja têm um significado mais profundo do que sua aparência externa. Eles
são os meios de entrada para o mundo divino. Eles recebem esse significado especial do Espírito
de Deus. Nos mistérios da Igreja, a questão é preenchida com o Espírito Santo. A palavra
"mistério" tem fortes conotações salvíficos. Na Bíblia, a palavra designa o plano divino da
salvação, que foca a pessoa do Senhor (1° Cor. 2, 6; .3, 2; Rom. 16, 25-27; Ef. 1, 9; 3, 3; Col. 1,
26; 2, 2-5; 1° Tm 3, 16). O mistério indica o caráter transcendente da liturgia, bem como a
identidade mística entre o trabalho histórico e do ato litúrgico sempre ativo de Deus. Por isso, a
liturgia Síria é uma realidade que é, ao mesmo tempo celestial e terrena, divina e humana.
Realiza-se, ao mesmo tempo na terra e no céu, uma vez que, na verdade, transcende o tempo,
abrindo-se para a eternidade, já que ele pertence a um novo tempo, o tempo entre a ascensão e a
segunda vinda.

    A Origem do Cerco de Jericó e do Shofar.pdf (229,2 kB)

    Boa leitura e um frutuoso estudo. E aos que optarem por trabalharem em grupos de comunidades. Deus os oriente na prudência.

 

    Até outra oportunidade...

 

    Att,

 

    Raban Isaac Souza,

    Damascus, Syria.

 

Quando aparecer a primeira estrela na noite de 24 de setembro, cerca de 120 mil judeus de todo o país vão iniciar as comemorações de duas das datas mais significativas e importantes do calendário judaico: o Rosh Hashaná, Ano Novo Judaico, e o Iom Kipur, o Dia do Perdão.

Durante este período, comemora-se a criação do homem e todos são convidados a refletir sobre seus relacionamentos com os demais seres humanos, questionando tudo o que foi feito de errado e como pode ser corrigido.

Alimentos simbólicos - O Ano Novo Judaico começa com uma celebração solene e também festiva da chegada do ano 5775. Vários alimentos simbólicos são ingeridos na refeição da primeira noite de Rosh Hashaná, entre eles, maçã com mel, para que se tenha um ano doce, chalá (pronuncia-se ralá), um pão em formato redondo, que simboliza a continuidade e o desejo de um ano sem conflitos e romã, para que os méritos sejam numerosos como suas sementes. O peixe é uma tradição: sempre nada para frente e sua cabeça pode ser oferecida ao decano da mesa como deferência especial. Ingredientes como vinagre ou raiz forte devem ser evitados, para que o ano não seja amargo.

Nas sinagogas, as orações incluem o toque do Shofar, instrumento feito de chifre de carneiro e que nos avisa da chegada dos “Dez dias de Arrependimento”, que começam com Rosh Hashaná e culminam com Iom Kipur. Ao anoitecer de 3 de outubro tem início o Yom Kipur. Esta é considerada a data mais sagrada do calendário judaico, em que se faz jejum para atingir uma introspecção completa e pede-se o perdão dos pecados cometidos.

Segundo Mario Fleck, presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, “ O período das grandes festas nos chama à reflexão e análise. Fazemos um balanço de nossas ações em busca da absolvição dos erros cometidos e aspiramos à paz, trazendo a contribuição pessoal para tornar o mundo melhor”.

 

Fonte: Paulo Teixeira (Paulinelli), jornalista.

 

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